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Meio Ambiente

31/10/2017

Produtor rural recupera nascente após plantar árvores em Iúna

Iúna (ES) - Um produtor rural do distrito de Pequiá, em Iúna, na região do Caparaó, conseguiu mudar a sua propriedade após plantar diversas espécies de árvores frutíferas e florestais no local por meio de projeto “Revitalização da nascente do Córrego do Pouso Alto”. Ele começou há 15 anos e desde então a qualidade do solo melhorou, contendo a erosão e não sofre com a crise hídrica. Ele foi vencedor do Prêmio Sustentabilidade - Troféu Biguá deste ano.

As flores, as árvores, os pássaros, o produtor rural Oto Gilson Fasolo, adora mostrar tudo, principalmente, porque quando ele chegou em 2002. após se aposentar como motorista, não tinha nada na sua propriedade, nem água. Quando ele adquiriu o terreno, era cheio de pastagens, por isso, muitas pessoas acreditaram que não iria dar certo morar no local.

“Quando eu vim para cá em 2002, o desânimo aqui era a falta de água. Os amigos perguntavam o que eu iria fazerem um lugar sem água. O sol nasceu para todos, mas e a sombra? Eu resolvi fazer minha sombra”, contou.

Senhor Oto plantou 700 árvores e ainda colocou 60 ninhos feitos de bambus nos troncos. “Com um bambu você pode fazer 25 ninhos. Você vê muitos pássaros: canários, a garrinchinha, bem-te-vi e outros ”, disse.

No meio da mata, ainda dá pra ver um caminho que parece um córrego seco, mas ele foi feito pela água da chuva que escorria pelo local, hoje isso não acontece mais porque a mata segura a água. Tem mais de um mês que não chove consideravelmente na região, mas a terra não está totalmente ressecada. “Durante a seca, toda a minha água é do mesmo jeito, até mais”, disse.

Além das mudas das árvores que ele planta, o produtor rural ainda produz café e flores. A esposa, Ivanete Fazolo, é a grande companheira nessa história toda. No início, ela não gostou muito da ideia de morar no interior, mas isso mudou bastante com o passar do tempo.

“Quando eu cheguei, sinceramente, eu fiquei aborrecida, mas depois, cada flor, cada botão que nasce é uma maravilha. O coração da gente chega a pular de alegria. O olho da gente brilha quando tem uma flor bonita, quando alguém vê e gosta. A gente fica muito emocionado, quando tem visita a gente ama. Valeu a pena, hoje eu não mudaria para a cidade”, comentou.

Além da família do produtor rural, todas as propriedades do entorno que dependem de água oriunda da nascente e dos produtos colhidos pela principalmente café e leite, além do mercado local devido as possibilidades de turismo rural.

Geizy Gomes /Com informações de Débora Fernandes / A Gazeta