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Saúde

05/10/2016

Acadêmicos do curso de psicologia participam da campanha Setembro Amarelo

MANHUAÇU (MG) - Com o tema: “Falar é melhor solução” encerrou-se no último dia 30 de setembro a Campanha Setembro Amarelo. A campanha de prevenção de suicídio que chegou ao Brasil em 2014. Iniciado no Brasil pelo CVV (Centro de Valorização da Vida, uma organização não governamental), CFM (Conselho Federal de Medicina) e ABP (Associação Brasileira de Psiquiatria), o Setembro Amarelo realizou as primeiras atividades no ano passado e, este ano, ganhou ainda mais visibilidade em âmbito nacional.

Alunos do curso de psicologia da Faculdade do Futuro também realizaram a campanha em Manhuaçu. “Hoje, o suicídio no Brasil já faz mais vítimas que a AIDS e mata mais do que vários tipos de câncer e, mesmo assim, muitas pessoas ainda não discutem o assunto e têm medo de encarar as doenças psicológicas que, muitas vezes, levam à morte”, disse o acadêmico Idelson Carlos Pena.

Ainda de acordo com ele, uma pesquisa recente da OMS (Organização Mundial da Saúde), no Brasil, a cada 100 mil pessoas, quase sete tiraram a própria vida no ano de 2012. Além disso, para cada suicídio podem ter ocorrido mais de 20 outras tentativas que não deram certo.

“A vergonha, o desconhecimento e o desinteresse das vítimas e de seus familiares e amigos em tratar o problema são catalisadores que precisam ser combatidos”, completa Idelson Carlos.

Acabar com o tabu

A Professora Lucinei Lopes foi a coordenadora da Campanha junto aos alunos. Segunda ela, ações nas mídias e nas redes sociais veiculadas desde o início do mês, e cada vez mais pessoas aderiram ao objetivo da campanha. O principal objetivo do Setembro Amarelo é quebrar o tabu que existe envolvendo o suicídio.

“Quebrar tabus não é fácil, mas é preciso esclarecer, conscientizar e estimular a prevenção para reverter situações críticas como as que nós estamos vivendo. O problema de saúde pública que estamos encarando agora é causado, principalmente, pelo desconhecimento das pessoas sobre as causas do suicídio e os tratamentos para evitar que ele aconteça”, explica Lucinei.

Muitas vezes, familiares e amigos não reconhecem os sinais de que alguém querido vai tirar a própria vida. “Aliás, muitas vezes, a própria vítima não entende que precisa de ajuda e acaba se afundando cada vez mais em uma solidão desesperadora. Por isso, é preciso falar sobre suicídio e discutir a depressão abertamente”, ressalta.

O tratamento psiquiátrico e psicológico é fundamental. Não acredite em sinais repentinos de melhora, quem sofre com tendências suicidas deve iniciar um tratamento urgente e tomar as medicações necessárias.

“Aos primeiros sintomas que a família desconfiar ou suspeitar que um ente está com tendência ao suicídio, tipo “Ah! To cansado dessa, Eu quero morrer, minha vida não tem sentido”, são frases simples mas que podem ser um sinal claro da pessoal estar com a intenção em dar o fim à própria vida. Então, essa pessoa deve ser encaminhada ao CAPS e se for uma criança, jovem ou adolescente ao CAPSi” disse a professora.

Lucinei Lopes explicou ainda que, muitos de nossos problemas acontecem porque não compreendemos como funciona a mente que nos habita ou não entendemos porque agimos de determinada maneira e o psicólogo pode nos ajudar nisso. Por fim, é necessário saber que, 25% das vítimas de suicídio não demonstra nenhum sinal significativo.

“Então, é importante ficar de olho nos pequenos detalhes que podem surgir principalmente depois de algum trauma. Participe da campanha Setembro Amarelo e ajude a salvar vidas. E vá além”, finaliza.

Jailton Pereira

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